You gotta make it happen

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Foi no dia em que meu peito pareceu estar sendo esmagado por uma bigorna que eu percebi que precisava fazer alguma coisa a respeito. Respirei fundo várias vezes, mas o ar mal chegava aos pulmões. O peso no peito bloqueou boa parte das passagens de ar até meus pulmões, mas segui respirando fundo. O peso não me permitiu sair de onde eu estava, então segui respirando como se o esforço fosse desobstruir as ligações entre o material e o biológico – não para sempre, mas pelo menos durante aquele curto espaço de tempo.

Estava no ápice da minha existência – e eu descobri que existir cansa, pesa e desgasta. A existência que me colocava diante de uma agenda abarrotada de compromissos a serem cumpridos de segunda a segunda e engavetava, em contra partida, as listas de coisas que eu realmente queria fazer e não podia porque sempre sobravam compromissos-da-vida-adulta e faltava tempo. E, entre cumprir uma tarefa e fazer algo prazeroso pra mim – mesmo que fosse dormir – eu sempre escolhia a primeira opção.

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O que Jesus pensa de nós?

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Todas as vezes em que leio Cânticos, gosto de fazê-lo como se Jesus houvesse escrito cada palavra para mim. Cada versículo soa como uma simples, mas estrondosa declaração de amor. E não me parece nem um pouco estranho, já que todos os capítulos estão recheados dessas declarações- da época, mas declarações – do noivo para sua noiva; e o que Jesus é, senão meu Noivo? E o que eu sou, senão noiva?

Jesus tem me ensinado dia após dia sobre algo que definitivamente mudou meu modo de pensar: Ele tem me ensinado sobre o valor de ser mulher; e não só isso, mas de ser uma mulher segundo Ele mesmo. Tenho percebido que todo o mover que Ele tem executado nessa geração tem passado entre nós, mulheres, com a mesma intenção: entender o valor que temos para disseminá-lo. É como se estivéssemos sendo moldadas e ao mesmo tempo treinadas para travar uma grande batalha do nosso modo.

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Desacelere

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Certo dia parei, respirei fundo três vezes, e fiz a breve pergunta que todos se fazem quando algo começa a sair dos trilhos: “o que está acontecendo?”. Não conseguia acompanhar o fluxo do tempo e, dentre tantos afazeres, das duas, uma: ou eu estava mais rápida que o tempo, ou ele estava passando rápido demais. Independente de qual assertiva tenha sido a verdadeira, descobri que sufocar minha alma de afazeres estava me fazendo perder as coisas mais simples e, por isso, mais importantes da vida.Leia mais »

O Deus da exclusividade

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“Eu queria ter o cabelo de fulana” “Eu queria ter o corpo de fulana” “eu queria saber dançar/cantar/atuar como fulana” “Eu queria ser maravilhosa como a Kim Kardashian. Na verdade, eu queria ser uma Kardashian”.

Eu queria, eu queria, eu queria…

Você provavelmente já disse ou já ouviu alguém dizer uma dessas frases – e tantas outras. Nessa semana, Deus tem me incomodado muito acerca de uma coisinha muito simples: identidade. Mas não no sentido de saber quem somos nEle, mas de saber como somos para Ele. Num desses dias de reflexão, olhei para o céu e pensei: imagine que chato se Deus tivesse feito todas as pessoas iguais?

Imagine se o mundo fosse povoado por várias pessoas como eu? Ou como você? Você pode não gostar de si mesmo ou de algo específico na sua vida, corpo, etc, mas já parou pra pensar que, dentre tantas pessoas, só existe uma pessoa como você? E que é você?Leia mais »

Quando Jesus ficou em silêncio

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No dia em que Jesus ficou em silêncio, eu já sabia o que iria acontecer.

Estava me sentindo como uma menininha acoada no canto do quarto com medo de uma tempestade. Os raios estouravam do lado de fora com força, faziam barulho, clareavam todo o espaço e, em menos de dois segundos, devolvia o breu, enquanto os galhos das árvores batiam na janela como uma visita indesejada. Encolhida ali, bem no canto, só tinha um punhado de lágrimas e o desejo de não estar sozinha.

E, pra minha sorte, eu não estava.Leia mais »

Pare de procurar um mozão

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A cada dia que passa, tenho encontrado uma geração de moças cristãs mais “desesperada” em procurar o tal do “namorado perfeito”, em busca do “casamento perfeito” e da “vida a dois perfeita”. Uma vez, uma amiga de vinte e cinco anos disse que já tinha passado da hora de casar; noutra, meninas de dezesseis/dezessete anos vieram até mim chorar pitangas por causa do carinha-que-ninguém-sabe-quem que transformou corações em cacos, dizendo que precisavam de “alguém”, que não queriam ficar sozinhas.

Por que tantas aspas? Simples: não existe namorado perfeito, casamento perfeito, vida a dois perfeita e não, você definitivamente não precisa de alguém.

Nós nos saímos muito bem no quesito “confiar em Deus” até a hora que chegamos na nossa vida sentimental. Ela é como aquela gaveta bagunçada que insistimos em esconder porque, na nossa cabeça, sabemos arrumá-la bem melhor que Jesus – e se você pensa assim, me perdoe, mas você está completamente enganada.Leia mais »

Queria fraquejar como Paulo

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Pode ser que o título te assuste, mas continue lendo. Você vai entender. Ah, antes de começar a ler o post, dê uma passadinha em 2 Coríntios 12:7-10.

Essa semana, resolvi reler as cartas de Paulo. Não importa quantas vezes passe por elas, a cada vez que leio, Deus me apresenta uma nova perspectiva acerca do que ele escreveu. E, mais uma vez, cheguei ao versículo que, de tão citado, se tornou até meio clichê: “quando estou fraco, então sou forte”. (2 Coríntios 12:10b). Confesso que passei muito tempo sem entender esse paradoxo paulino, cheguei a achar que Paulo já estava meio louco quando escreveu isso, mas descobri que pra entender a fraqueza que ele cita, eu precisava viver uma experiência de fraqueza.

E eu vivi.

A fraqueza de Paulo estava no espinho que ele carregava na carne. Ele não se aprofunda acerca do que seria esse espinho, mas com toda certeza era algo que o deixava cambaleando vez e outra. Lutero defendia a ideia de que esse espinho seriam as perseguições que Paulo sofria por parte dos judeus, mas haviam outras situações que igualmente serviriam para delimitar o que seria o espinho na carne: os sofrimentos físicos, as vezes em que adoeceu, as lutas espirituais e psicológicas, etc. Mas, independente do que fosse, o espinho na carne de Paulo significava dificuldade, luta, guerra.Leia mais »